“Cartas para Pedro”

O início e preparação para o livro Cartas para Pedro no Jornal O Alto Paraopeba. Estavam com o amigo empresário Ernani, conversando na sala de espera de um consultório de sua empresa, quando apareceu a simpática Sandra Mara, jornalista do Jornal O Alto Paraopeba.

Ela fazia o contato para a publicação de propaganda da empresa no jornal e durante a conversa, foi oferecido ao empresário para fazer um artigo para o jornal, sobre um assunto que o jornal julgava interessante apresentar para as pessoas.

Corajosamente ela aceitou e escreveu para a edição do jornal. Nesse meio tempo o autor iniciou um tratamento usando a técnica do pilates.

“”Certo dia a instrutora me disse toda alegre: “‘Seu’ Sergio, estou grávida de seis meses”. A alegria dela invadiu meu coração. Aí perguntei qual seria o nome de seu filho e ela respondeu: Pedro” lembra o empresário.

Conversa vai, conversa vem, valentemente ele disse a ela que iria escrever um livro para o Pedro. Corajosamente ela aprovou a ideia e me incentivou a escrever, fato que aconteceu há cerca de 7 anos.

Pedro nasceu pouco tempo após aquela conversa, mas a gestação do livro foi bem mais demorada. A ideia que guiou foi a de ajudar ao Pedro, que iria entrar em um mundo para o qual precisava estar preparado. Todos os “Pedros” precisam, de acordo com o autor.

“Perguntei à mãe de Pedro sobre o que ela gostaria que eu escrevesse e sobre o que ela não gostaria que eu escrevesse. Ela respondeu e procurei atender ao que ela falou, e também sobre o que vinha aprendendo com minha vida e que sentia ser importante passar para o Pedro” lembra.

A vontade de ajudar sempre foi enorme durante todo o período da escrita do livro. Outro ponto fundamental, que o autor considera, foi que precisava ajudar ao Pedro a aprender a pensar, evitando dar respostas que limitassem seu desenvolvimento mental e sensível.

As primeiras trinta laudas, equivalentes a sessenta páginas, foram rápidas, mas algumas dúvidas e temores começaram a aparecer. “Será que não farei papel ridículo?  minha timidez e vaidade arguiam.

Como falar o que penso sem ferir às outras pessoas? Eram outras dúvidas” enfatiza.

E mais, como falar o que pensa, que pode ser diferente do que muitas pessoas pensam, sem provocar nelas a ira, e até atitudes violentas?

Estes eram os maiores temores: Não queria perder amigos e nem fazer inimigos.

“Aí recordei que dava conselhos ao Pedro para que fosse valente. Como recomendar algo diferente de meu comportamento? Ele passaria a não me considerar confiável. E fui em frente e venci esta etapa”.

Ele lembra que recorreu aos filhos e a diletos amigos. Páginas inteiras foram retiradas ou reescritas. Assim, ele ganhou bastante confiança e consegui terminar o livro.

“Nunca me abandonou o objetivo de ajudar ao Pedro e também o sentido de responsabilidade para com minhas palavras. Pensar e ajudar a pensar”, fala aliviado.

A gestação do livro durou sete anos. Sua primeira edição foi através da Editora Clube de Autores.

Terminada a gestação veio a etapa da apresentação à sociedade.

Esta etapa foi conquistada com o apoio da Academia de Ciências e Letras de Ouro Branco, que acolheu e apoiou os primeiros momentos da vida do livro.

Sergio Neves Wolp.

Autor do livro Cartas para Pedro.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *