Vivemos os últimos segundos do Calendário Cósmico

Você já imaginou condensar toda a história do Universo em um único ano? Foi exatamente isso que o astrônomo e divulgador científico Carl Sagan (1934-1996) fez com seu famoso Calendário Cósmico – uma maneira fascinante de entender a vastidão do tempo cósmico.

Nesse calendário, o Big Bang ocorre em 1º de janeiro, e cada segundo representa cerca de 437 anos. Ao longo desse “ano cósmico”, a Via Láctea se forma em maio, o Sistema Solar surge em setembro, e a vida na Terra aparece por volta de 25 de setembro. Os dinossauros entram em cena em 25 de dezembro e se extinguem em 30 de dezembro.

E quanto à história humana? Toda a civilização aparece apenas nos últimos segundos de 31 de dezembro! A pré-história se desenrola por milênios, marcada por sociedades caçadoras-coletoras, a domesticação do fogo e o uso de ferramentas primitivas. Só então surgem a agricultura, as primeiras aldeias, templos como Göbekli Tepe, as primeiras formas de escrita, as civilizações da Mesopotâmia e do Antigo Egito, os códigos de leis como o de Hamurábi, a construção da Grande Muralha da China, o auge da Grécia Antiga e de Roma, a ascensão do Império Persa, as civilizações pré-colombianas, as Grandes Navegações, o Renascimento, a Revolução Científica, a Revolução Industrial, os movimentos de independência e os avanços tecnológicos modernos – tudo isso acontece em um piscar de olhos nos últimos instantes desse incrível calendário.

Essa perspectiva nos convida a refletir sobre a vasta escala do tempo cósmico e a nossa breve, porém significativa, existência no Universo.

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