Festival de Inverno 2025 traz múltiplas vozes à cena cultural de Congonhas

Por ASCOM

O Festival de Inverno de Congonhas 2025 teve início na sexta-feira, 11 de julho, com uma grande celebração da cultura local. A noite de abertura levou congonhenses e turistas para acompanhar a Romaria Cultural, cortejo que destacou as manifestações artísticas e religiosas da cidade, em um percurso simbólico até o Teatro Municipal Dom Silvério Gomes Pimenta. Em seguida, o espetáculo “Santo de Casa” subiu ao palco como uma homenagem aos artistas congonhenses, marcando com emoção o início da programação do festival.

No sábado, 12, a cidade respirou arte e memória. O Museu de Congonhas recebeu o projeto “Nosso Rosário”, com apresentação da pesquisadora Silnara Faustino sobre a Irmandade do Rosário dos Pretos de Congonhas do Campo entre os séculos XVII e XIX. A atividade, financiada pela Lei Paulo Gustavo, trouxe à tona temas como fé, resistência e patrimônio cultural negro.

No mesmo dia, foi inaugurada no Paço da Prefeitura a exposição “Que Beleza é Nossa Arte”, com curadoria de Denilson Cardoso e obras de fotógrafos convidados: Carol Lacerda, Daniel Silva, Eliane Gouveia, Hugo Cordeiro, Mauro Barros, Sãozinha Santos, Terezinha Cândida e Welerson Athaydes. A mostra, também financiada com recursos da Lei Paulo Gustavo, poderá ser visitada até 3 de agosto, diariamente, das 9h às 21h.

A noite de sábado foi encerrada em grande estilo com a apresentação da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, no Centro Cultural Romaria. O concerto reuniu um público expressivo e reafirmou o prestígio da música clássica na programação do festival.

No domingo, 13, o Teatro Municipal Dom Silvério Gomes Pimenta foi palco de mais atrações culturais. A Camerata do Projeto Garoto Cidadão embalou o público no foyer do teatro, seguida pelo espetáculo teatral “Vincent, um Solo de Amor”, da plataforma Teatro em Movimento, com apoio da Cemig e CSN.

Na terça-feira 15, o Teatro Municipal Dom Silvério Gomes Pimenta recebeu o Concerto “Mineiridades”, apresentado por Orquestra e Coro do Projeto Garoto Cidadão. Do repertório fizeram parte canções de compositores nacionais e especialmente de mineiros, como Pátria MinasBaião BarrocoCanção da AméricaNascenteJeito de MatoCasinha BrancaDois RiosNos Bailes da VidaMolduraQuem sabe isso quer dizer amorPaisagem na JanelaPara Lennon e McCartneyMais bonito não há e Maria, Maria. O projeto já revelou diversos talentos como músicos, dançarinos e atores. “Parabenizo à Prefeitura, por realizar o Festival de Inverno, e à Fundação CSN, por manter o Garoto Cidadão, que sempre inova em suas apresentações de música, teatro e dança. Iniciativas como esta abrem portas para jovens talentos. Que as famílias e toda a nossa cidade os apoiem, para que tomem o rumo certo na vida”, comenta Cleide de Fátima Efigênia Luiz, do bairro Lamartine, mãe da aluna flautista, Sophia Amanda.

Na quarta-feira, 16, o Festival levou programação gratuita para diferentes pontos da cidade. Na Praça do Dom Oscar, a cantora Cristianne Carvalho soltou a voz na “Quarta de Feira”.

O momento marcante da noite foi o show de Ana Cañas, no Museu de Congonhas. Pela primeira vez se apresentando em espaço, a cantora trouxe seu show voz e violão, com repertório que mesclou canções autorais, músicas do novo disco, homenagens a Belchior – com quem realizou 180 shows ao longo da carreira – e até uma versão surpreendente de Led Zeppelin. Emocionada, Ana compartilhou com o público histórias de sua trajetória e revelou que sua principal inspiração feminina foi sua avó paterna. Entre os aplausos, destacou: “Canções transformam vidas.”

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