Entenda por que esse mês importa na luta contra a violência contra a mulher
A violência doméstica causa impactos psicológicos graves nas mulheres, como depressão, ansiedade e Transtorno de Estresse Pós-traumático (TEPT). A violência impacta além do indivíduo, apontam pesquisas. Ela acaba atingindo toda a rede social, minando as relações familiares, causando medo, culpa e dependência emocional. Os filhos são as principais vítimas indiretas desse tipo de crime.
Uma das formas de romper o ciclo de violência é apoiar a mulher e protegê-la dos ataques, que nem sempre são físicos. Configuram como violência, episódios de pressão psicológica, retirar a autonomia da mulher, impedir que ela tenha acesso à renda, ao trabalho e proibir de se encontrar com familiares e amigos.
O apoio vai além da denúncia e prisão do autor dos ataques. É preciso uma rede de acolhimento, com suporte terapêutico, jurídico e de grupos de acolhimento. O Agosto Lilás convoca ação coletiva.
É um chamado à denúncia, ao acolhimento, ao fortalecimento das redes de apoio e à transformação cultural. Os dados nacionais mostram a gravidade do problema, e é por meio de campanhas como essa que é possível construir caminhos concretos de proteção e justiça para as mulheres.
O que é ?
O Agosto Lilás é uma campanha nacional de conscientização para o enfrentamento da violência contra a mulher, instituída oficialmente pela Lei 14.448/2022 que faz alusão à Maria da Penha e consolidou a data em alcance nacional.
Neste mês, trata-se especificamente da violência que acontece no ambiente familiar. A maioria dos casos é provocada pelos companheiros, mas abusos de pais, filhos, padastros e outros familiares também conta como crime. É a ação praticada dentro da unidade familiar, segundo os especialistas.
Por que agosto?
Agosto remete ao aniversário da Lei Maria da Penha, um marco jurídico essencial ao tema. A lei trouxe medidas protetivas, punição aos agressores e reforçou a visibilidade das diferentes formas de violência (física, psicológica, patrimonial e moral) enfrentadas por mulheres em todo o país.
Violência no mapa do Brasil
Segundo a ONU, o Brasil é o quinto país com mais feminicídios no mundo.
Em 2024, foram registrados 1.492 feminicídios no Brasil (Agência Brasil).
Mais de 21,4 milhões de mulheres com 16 anos ou mais sofreram algum tipo de violência (Agência Brasil).
A média é de que, pelo menos, quatro feminicídios e 205 estupros são registrados por dia (Senado Federal).